31/01/2016

Notícias JAN/16

A PEDOFILIA VAI À ESCOLA

Por Percival Puggina, Portal Puggina, em 20 de janeiro de 2016.

Você já parou para pensar sobre o motivo dessa farta produção de literatura voltada à educação sexual nas escolas? Não vou nominar obras para não fazer publicidade de lixo pedagógico, mas há de tudo. O famoso kit gay não foi o primeiro nem o último material pernicioso. O Ministério Público chegou a intervir, em alguns casos, para impedir a distribuição. Há publicações que, explicitamente, estimulam experiências auto-eróticas, heterossexuais e homossexuais. Um desses livrinhos vem com a recomendação, aos pequenos leitores, de que devem conservar o referido "material escolar" fora do alcance dos pais...

A questão que me interessa aqui é a existência de uma pedagogia da educação sexual que anda de braços com a pedofilia. É estarrecedor. Todo esse material que de um modo ou de outro chegou a alunos ou a bibliotecas de escolas tem rótulo de coisa pedagógica. Quando suscita escândalo, é defendido com a afirmação de estar destinado a professores ou a adolescentes. Falem sério! Professores e adolescentes precisam de livro sobre sexualidade, com figurinhas para público infantil?

Estamos, portanto, diante de algo sistemático, reincidente e renitente, que passa por cima, atropelando ("problematizando", para usar palavra da pedagogia marxista) a orientação dos pais. Essa educação sexual, se não está empenhada em antecipar o processo de erotização no desenvolvimento infantil, está dedicada a algo tão parecido com isso que se torna impossível perceber a diferença. Se não está dedicada a disseminar a ideia de que o corpo humano, já na mais tenra idade, é um parque de diversões eróticas, o produto de seu trabalho será inequivocamente esse. Se não pretende oferecer a crianças e adolescentes um cardápio de opções sexuais para escolherem como sanduíche no balcão do McDonalds, é a isso que levam suas propostas.

A simples ideia de que tais orientações encontrem guarida em receitas pedagógicas no ambiente acadêmico e educacional do país é repugnante. No entanto, já em 1998, no capítulo sobre Educação Sexual do documento intitulado "Parâmetros Curriculares Nacionais" elaborado pelo MEC, lê-se que (pag. 292):

Com a ativação hormonal trazida pela puberdade, a sexualidade assume o primeiro plano na vida e no comportamento dos adolescentes. Toma o caráter de urgência, é o centro de todas as atenções, está em todos os lugares, na escola ou fora dela, nas malícias, nas piadinhas, nos bilhetinhos, nas atitudes e apelidos maldosos, no “ficar”, nas carícias públicas, no namoro, e em tudo o que qualquer matéria estudada possa sugerir.

Ora, isso não parece exagerado? Talvez quem redigiu o texto acima padeça de tão solitário e totalizante apelo. Na faixa etária mencionada, os interesses são bem diversificados. Entre eles se incluem também os esportes, a escola, a turma de amigos, os jogos de computador e a própria família. Mais adiante, o texto afirma (pag. 296):

Nessa exploração do próprio corpo, na observação do corpo de outros, e a partir das relações familiares é que a criança se descobre num corpo sexuado de menino ou menina. Preocupa-se então mais intensamente com as diferenças entre os sexos, não só as anatômicas, mas todas as expressões que caracterizam o homem e a mulher. A construção do que é pertencer a um ou outro sexo se dá pelo tratamento diferenciado para meninos e meninas, inclusive nas expressões diretamente ligadas à sexualidade, e pelos padrões socialmente estabelecidos de feminino e masculino. Esses padrões são oriundos das representações sociais e culturais construídas a partir das diferenças biológicas dos sexos, e transmitidas através da educação, o que atualmente recebe a denominação de “relações de gênero”. Essas representações internalizadas são referências fundamentais para a constituição da identidade da criança.

Está aí a ideologia de gênero e a subsequente revogação que pretende promover da anatomia, da genética e dos hormônios, cujos efeitos estariam subordinados a padrões sociais. Tá bom! E o texto segue afirmando o direito das crianças ao prazer sexual, a naturalidade das manifestações e "brincadeiras" explícitas, de quaisquer natureza, às quais, na escola, se aplicaria apenas a jeitosa informação de que o ambiente não seria lá muito apropriado para isso. E adiciona: tais incontinências só deveriam ser levadas ao conhecimento dos pais quando "tão recorrentes que interfiram nas possibilidades de aprendizagem do aluno". É o legítimo caso em que o pedagogo, com objetivos desviados, erra pelo que ensina e erra pelo que deixa de ensinar.

27/01/2016

O Levantar de Faraó por Deus

Por Rev. Herman Hoeksema, Portal Monergismo

Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para em ti mostrar o meu poder e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, pois, compadece-se de quem quer e endurece a quem quer. (Romanos 9:17,18, RC)

Essa passagem é a segunda parte da resposta à questão:

Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? (Romanos 9:14)

Se a questão é resolvida da forma como o apóstolo escreveu no contexto precedente – de forma que a salvação não depende de quem quer, nem de quem corre, mas de Deus mostrar misericórdia; e de forma que Deus ama um e odeia outro – diremos, então, que há injustiça da parte de Deus? A essa questão o apóstolo respondeu: “De maneira nenhuma!”. Por implicação, a resposta é que diremos que não existe nenhuma injustiça da parte de Deus. Sem dúvida, não chamaremos a Deus diante do nosso tribunal para determinar se existe injustiça n'Ele.

Pelo contrário, levaremos a questão ao próprio Deus; isto é, nos voltaremos para a Escritura e deixaremos Deus dizer se ele tem o direito soberano de ter misericórdia de quem ele quer. Assim, o apóstolo se volta para Êxodo 33:19, onde o próprio Deus declara que ele tem o direito soberano de ter misericórdia de quem quer. Deus disse a Moisés:

Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem me compadecer.

Mas isso é somente metade da questão, a parte concernente ao amor de Deus e a salvação dos homens e mulheres eleitos. Agora, a outra metade da mesma questão vem à tona. Há injustiça da parte de Deus quando ele odeia alguns e quando ele não salva alguns? Há injustiça da parte de Deus quando ele fabrica alguns como vasos de ira preparados para a destruição? A essa segunda metade da questão, temos a resposta no texto.

Novamente, o apóstolo se volta para a Escritura onde Deus disse a Faraó:

Mas deveras para isto te mantive, para mostrar o meu poder em ti e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. (Ẽxodo 9:16)

No texto, o apóstolo identifica a Escritura com a própria Palavra de Deus: A Escritura disse a Faraó, isto é, Deus disse a Faraó, “para isto mesmo te levantei”. Então, o apóstolo traça a conclusão que se aplica a ambos os lados da questão, a questão sobre o amor de Deus e a questão sobre o ódio de Deus: “Logo, pois, compadece-se de quem quer e endurece a quem quer”. É difícil para algumas pessoas crer especialmente nessa última parte da questão, pois o homem pecador é sempre inclinado a dizer a coisa errada sobre Deus. Se é difícil para ele crer na doutrina da eleição soberana, é ainda mais difícil para ele crer na doutrina da reprovação soberana. Portanto, cabe humilharmo-nos; de outra forma, não receberemos essa Palavra de Deus.

O Significado Para o que Deus levantou Faraó? E até onde esse levantar se aplica a Faraó? Deus o levantou somente a partir de um ponto de vista natural? O significado é apenas que Deus o levantou como um homem, de forma que Deus lhe deu o seu poder, seus talentos, sua posição, e sua honra; e que Deus o levantou como um rei, de forma que ele lhe deu o seu trono, reino e domínio? Ou significa também que Deus levantou Faraó em sua impiedade? Geralmente a resposta dada a essa pergunta é que somente o primeiro significado é o pretendido. A frase para isto mesmo te levantei é interpretada como significando que Deus deu a Faraó somente sua posição, sua honra, sua grandeza, seu poder, seus talentos, e o seu reino. Mas sem dúvida, esses intérpretes dizem, ela não significa que Deus o levantou em sua impiedade, de forma que Faraó em sua impiedade, em sua rebelião contra Deus, tivesse sido posto ali por Deus. Todavia, sem dúvida todas essas coisas estão inclusas.

Isso é verdade não somente com respeito a Faraó, mas também com respeito a todos os ímpios. Faraó é mencionado como um tipo de todos os ímpios. De um ponto de vista natural, Deus dá a cada ímpio sua posição, talentos, lugar e poder. Mas essa não é toda a verdade. Sem dúvida, esse não é o significado no texto. Em primeiro lugar, o contexto deixa isso claro. Sobre o que o apóstolo está falando em Romanos 9? Ele está falando sobre eleição e reprovação soberana. O apóstolo cita a Palavra a partir de Êxodo 9:16 em Romanos 9:17 e em conexão com a explicação que ele dá no versículo 18: “Logo, pois, compadece-se de quem quer e endurece a quem quer”. Essa é uma conclusão dupla a partir de um exemplo duplo. O significado necessário é que Faraó foi endurecido para este propósito. Em segundo lugar, esse é também o significado da Palavra em Êxodo. Repetidamente, lemos que Deus endureceu o coração de Faraó.

Eu sei que isso é geralmente interpretado como significando que Deus endureceu o coração de Faraó após Faraó se rebelar e ter recusado obedecer a Palavra do Senhor. Mas essa é uma interpretação grosseira, pois já no Monte Horebe, muito antes de Moisés aparecer diante de Faraó, Deus tinha lhe dito:

Eu lhe (de Faraó) endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo. (Êxodo 4:21)

Também, em Êxodo 9, esse endurecimento do coração de Faraó é atribuído a Deus. Deus endurece o coração de todos os ímpios. Devemos saber isso. O ímpio deve saber isso, também. Se andamos nas sendas da impiedade, não devemos imaginar que fazemos o que nos apraz. Não é salutar dizer aos ímpios que eles podem fazer o que desejam. Então, eles não tremerão diante de Deus. O pecador não tremerá diante de um Deus com quem ele pode fazer o que quiser. Mas ele tremerá diante de um Deus que o tem em seu poder e que o predestinou para fazer exatamente o que ele quer.

Além disso, o texto diz que este era o propósito de Deus:

Eu o levantei exatamente com este propósito. (NVI)

O texto não diz que Deus levantou Faraó a partir de um ponto de vista natural, de forma que ele lhe deu sua posição, honra e grandeza. Não, o texto diz no original grego: “para isto mesmo eu te levantei”. Este isto mesmo era que Faraó deveria se rebelar contra Deus. Este é o propósito. Deus disse a Faraó: “Você não deve imaginar, quando se rebela contra mim, que não fazes nada contrário ao meu conselho. Para este propósito eu te levantei”. Portanto, o texto não significa meramente que Deus levantou Faraó a partir de um ponto de vista natural. Mas significa, primeiro, que Deus predestinou Faraó em seu conselho para fazer exatamente o que ele fez. Segundo, significa que Deus diz a Faraó: “O fato de você permanecer aí, Faraó, em sua rebelião ímpia contra mim não é à parte da minha obra, mas é porque eu lhe dei poder para ficar aí. Você permanece aí somente pelo meu poder.”

Se esse não é o significado, o contexto não tem nenhuma importância. Portanto, o significado é que Deus predestinou Faraó para fazer as próprias coisas que ele fez, e que ele colocou Faraó ali, em sua rebelião ímpia. É especialmente aqui que a doutrina da predestinação tem sido designada como uma doutrina dura. Conquanto você fale somente da eleição soberana de Deus, a oposição não é tão forte. Mas quando você mantém também a doutrina da reprovação soberana e diz que Deus também determinou soberanamente as obras dos ímpios, as pessoas dizem que a predestinação é uma doutrina dura. Devemos entender isso porque devemos ter algo a responder. A questão não é se defenderemos a Deus. A questão não é se julgaremos que existe injustiça da parte de Deus quando ele determina o ímpio em sua impiedade. Pelo contrário, a questão é se Deus diz que ele tem este direito.

Então, todo o contexto ensina que Deus predestinou Faraó como um vaso de ira preparado para a destruição e que como tal, Faraó teve que fazer a obra de Deus. Não diga que essa é uma doutrina dura. Se Deus diz que esta doutrina é verdade, então devemos nos humilhar e crer nela. Vejamos se esta é uma doutrina dura, ou se a alternativa é uma doutrina dura. Devemos escolher entre duas: ou os ímpios praticam a sua impiedade por seu próprio poder e força, ou Deus os coloca ali. Lembre-se: Faraó oprimiu o povo de Deus. Ele buscou destruir a igreja. Nós podemos olhar para os réprobos meramente como homens, e então nossa atitude deveria ser de piedade humilde. Mas eles não aparecem meramente como homens, mas como ímpios. E então a questão é: eles permanecem ali por seu próprio poder, ou Deus os coloca ali? Quando Israel passou pelo Mar Vermelho, eles cantaram um cântico. Por quê? Porque Deus tinha destruído os seus inimigos.

É uma doutrina dura dizer que todos os nossos inimigos estão na mão de Deus? A Realização Deus executa seu conselho de reprovação bem como seu conselho de eleição. Quando Deus executa seu conselho de eleição, ele diz: “Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia.” Em outras palavras, ele diz que fará de quem quiser o objeto de sua misericórdia. E quando Deus faz de alguém o objeto de sua misericórdia, ele faz com que sua graça entre em seu coração. Ele humilha e quebra esse coração e faz com que ele se volte para Cristo. Mas a Escritura ensina que o eleito vai para o céu porque Deus mostra- lhe misericórdia, e que o réprobo não vai para o céu meramente porque Deus não lhe mostra misericórdia? É esse o ensino da Escritura? Ou a Escritura dá um passo adiante e ensina que existe sempre uma operação de Deus sobre as suas criaturas, nesse caso suas criaturas morais? Devemos entender a questão.

As pessoas dizem que os eleitos vão para o céu porque Deus lhes mostra misericórdia e que os réprobos não vão para o céu porque Deus não lhes mostra misericórdia. Em outras palavras, o réprobo vai para a destruição por si mesmo. Alguns até mesmo dizem que Deus mostra misericórdia aos réprobos no tempo. Essa é a teoria da graça comum. Deus mostra graça aos réprobos, e esses caem na destruição por si mesmos. É verdade que existe uma operação graciosa sobre os eleitos, e que não existe uma operação de Deus sobre os réprobos? O texto diz: “Logo, pois, compadece-se de quem quer e endurece a quem quer”. Há uma operação e influência dupla de Deus sobre os homens. Há uma influência salvífica de Deus sobre os homens pela pregação do evangelho, uma influência sobre a mente e vontade deles, mas existe outra influência também: ela está expressa nas palavras endurece a quem quer.

Qual é essa obra de Deus através da qual ele endurece o coração dos ímpios? Devemos observar, em primeiro lugar, que Deus trouxe sua Palavra a Faraó. A Palavra de Deus a Faraó foi que ele deveria deixar o povo de Deus partir. Faraó entendeu a Palavra de Deus. Da mesma forma, a Palavra de Deus chega hoje, não somente aos eleitos, mas também aos réprobos. Essa Palavra significa simplesmente: “Arrependei-vos!”. A Palavra de Deus a Faraó foi: “Arrependa-se!”. Segundo, Deus deu a Faraó a força para permanecer ali. Foi uma força grande que Deus deu a Faraó. Ele lhe deu força de vontade. Deus, mediante sua força, fortaleceu Faraó. De outra forma, Faraó teria se acovardado. Com medo, ele poderia ter dito, sem contudo se arrepender: “Eu deixarei o povo partir.” Visto que esse não era o propósito de Deus, ele fortaleceu Faraó. Você pode estar dirigindo seu carro para um precipício. Você pode fazer duas coisas.

Pode dar mais gás ao seu carro (e um grande gás), de forma que apresse sua destruição, ou pode aplicar os freios e fazer o carro parar. Se você der mais vapor a uma locomotiva que está em direção a um trilho quebrado, a destruição chegará mais rápido. Deus deu mais vapor a Faraó. Ele lhe deu ainda mais poder. Com esse grande poder, Faraó disse: “Não!”. Isso é o que Deus faz com todos os ímpios. Em outras palavras, Deus realiza a sua reprovação soberana em harmonia com a responsabilidade do homem. Portanto, a conclusão do apóstolo permanece: Ele compadece-se de quem quer e endurece a quem quer. O Propósito Por quê? Qual é o propósito? O versículo 17 diz: “para em ti mostrar o meu poder”. Deus queria mostrar seu poder em Faraó; isto é, Faraó devia servir ao propósito de Deus para que o poder de Deus pudesse ser manifesto.

Que poder é esse? O que Deus quis dizer quando disse a Faraó: “para em ti mostrar o meu poder”? Deus queria dizer meramente, “para que eu possa mostrar que sou mais forte que você?”. Isso não mostraria o poder de Deus. Deus contra o pequeno Faraó? Isso não revelaria o poder divino. O poder divino não é um poder mais forte. Deus não mostra que ele é mais forte. Deus não precisa lutar. Um deus que luta não é deus. Se essa é a nossa concepção, temos uma concepção pequena e errônea de Deus. Deus não quer mostrar que ele é mais forte. Talvez existisse algum homem que poderia fazer isso. Poderia existir algum outro rei que poderia mostrar a Faraó que ele era mais forte que Faraó. Quando Deus diz, “para em ti mostrar o meu poder”, ele quer dizer que ele mostrará seu poder divino. E o poder divino de Deus é que ele é Deus, que somente ele é Deus, que não existe nenhum poder fora dele, e que ele cumpre toda a sua boa vontade.

Eu te levantei Faraó, e lhe mostrarei que eu sou Deus, e que somente eu sou Deus, e que você e todos os ímpios apenas me servem.. Essa é a idéia. Esse é o propósito de Deus. Assim, o propósito se torna que o nome de Deus pode ser declarado por toda a terra. Esse é o propósito de Deus com respeito a todos os poderes dos ímpios. Os ímpios não podem dizer: “Nós também temos poder.” Isso foi prometido no paraíso: “Sereis como Deus” (Gênesis 3:5)

Essa voz deve ser silenciada. O nome de Deus ser declarado por toda a terra. O justo deve declarar esse nome de Deus de uma dupla forma. De um lado, devemos dizer que aos ímpios, quando se enfurecem contra Deus: “Quero que você entenda que foi para este propósito que Deus te levantou.” Esse é o chamado prático da igreja. Lembre-se: isso não foi dito a Faraó após a sua destruição. Isso foi dito a ele enquanto ele permanecia em sua rebelião.

Moisés teve que dizer a Faraó, enquanto ele permanecia ali em sua rebelião contra Deus: “Para este propósito Deus te levantou.” A igreja nunca deve dizer algo diferente para os poderes dos ímpios. É uma vergonha ao nome de Deus que as igrejas digam aos ímpios: “Ó, como Deus gostaria que você se achegasse a ele. Por favor, você não quer vir?”. A igreja verdadeira deve dizer aos ímpios, enquanto eles se enfurecerem contra Deus e a sua igreja: “Para este propósito Deus te levantou.” O tempo virá quando os ímpios farão à igreja o mesmo que Faraó fez a Israel. O que diremos então? Devemos dizer: “Para este propósito Deus te levantou.” Assim, pela fé, teremos a vitória. Por outro lado, o povo de Deus deve sempre confessar: “Tu tens sido misericordioso para conosco; esse é o motivo de termos sido salvos.” Esse é o porquê essa doutrina não é contrária ao “quem quiser.” É verdade, essa é uma doutrina dura, mas para quem? Para o ímpio que não se arrepende.

Mas não é dura para aquele que se arrepende. Contudo, quando nos arrependemos, não devemos dizer: “Fui eu.” Antes, devemos dizer: “Foi Deus quem mostrou misericórdia. Sua é a glória e o louvor para sempre.” E então seu nome será declarado por toda a terra.

Fonte: Righteous by Faith Alone, Herman Hoeksema, Reformed Free Publishing Association, capítulo 59.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

23/01/2016

A Exaltação de Cristo (C. H. Spurgeon)

Sermão proferido na manhã do domingo de 2 de novembro de 1856,
pelo Rev. C. H. Spurgeon na New Park Street Chapel, Southwark (Inglaterra).

Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a Glória de Deus Pai. (Filipeneses 2:9-11)

Quase lamento ter me arriscado a ocupar esse púlpito nesta manhã, porque me sinto extremamente incapaz de pregar para benefício de vocês. Eu tinha pensado que a quietude e o repouso das duas últimas semanas tivessem afastado os efeitos daquela terrível catástrofe; mas ao voltar ao mesmo lugar e, mais especificamente, de pé aqui para lhes dirigir a palavra, sinto algo daquelas mesmas emoções dolorosas que por pouco não me abateram antes.

Tradução: Cláudio Marra Jr.
Revisão: Vanderson Moura da Silva.
Portal Monergismo

22/01/2016

Corrupção do clero católico e Inquisição na Inglaterra antes da Reforma

Falta de conhecimento da Bíblia como causa de corrupção generalizada e censura mortífera,
Por Júlio Severo, 18 de janeiro de 2016

Em pleno século XXI e especialmente no movimento pró-vida e conservador, não faz sentido nenhum defender a Inquisição, tema extremamente divisivo e que em nada contribui para a causa pró-família. Mas desde 2013 tenho visto a Inquisição, que torturava e matava judeus e evangélicos, sendo apaixonadamente desculpada e até mesmo defendida por alguns católicos. Confira estes artigos de 2013:

E este outro de 2015, onde o autor atribui efeitos praticamente “anestésicos” nas vítimas das fogueiras da Inquisição. Confira também minha comunicação com o escritor católico americano Theodore Shoebat, que disse:

A Inquisição foi necessária para proteger o povo da Espanha e Portugal, e da América Latina, da tirania pagã.
(Para entender mais sobre o caso Shoebat, veja as declarações e meu artigo “Uma Inquisição Mundial para Matar Homossexuais?”). Após essa defesa da Inquisição, vejo-me na obrigação cristã de expor a verdade, pois só a verdade liberta.

Estou lendo o livro “The History of Religious Liberty” (A História da Liberdade Religiosa), escrito pelo Dr. Michael Farris, fundador da prestigiosa Home School Legal Defense Association (Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa), que é a maior associação de educação em casa do mundo. Esse excelente livro, que também trata da Inquisição e tortura e morte de cristãos em fogueiras, pode ser adquirido, em sua versão impressa em inglês, no WND (WorldNetDaily). “The History of Religious Liberty,” recomendado pelo WND, que é um dos maiores sites conservadores do mundo, deveria ser lido por todos os que querem entender o preço sangrento da liberdade religiosa na Inglaterra. Isso grandemente beneficiou os EUA. Em determinado trecho desse livro, me lembrei do Brasil, que tem, em grande escala, o mesmo problema descrito pelo Dr. Farris e que ocorria de forma abundante na Inglaterra antes da Reforma protestante 500 anos atrás. Ele conta sobre um poderoso cardeal que tinha quase tanto poder na Inglaterra quanto o próprio rei. O Dr. Farris diz:

[O ultrapoderoso cardeal Thomas] Wolsey tinha incrível poder e riquezas… Ele foi ordenado padre e se tornou capelão no palácio real em torno do ano 1507. Ao longo do caminho, Wolsey ajuntou uma fortuna estupenda que rivalizava com a fortuna do rei. Parte dessa fortuna veio da prática de conceder cargos múltiplos para os principais clérigos católicos. Desses cargos, ele obtinha parte de múltiplos salários. Enquanto mantinha cargo no governo, Wolsey tinha simultaneamente posições na Catedral de Hereford e nas dioceses de Limington, Redgrave, Lydd e Torrington, entre outras. Isso não significa que Wolsey estava ocupado pregando ou pastoreando essas congregações ou dioceses; a prática comum era similar à de um senhorio ausente: coletando salários lucrativos enquanto dava pouco, se é que dava, serviço direto. Wolsey não era o único que tinha essa prática. Por exemplo, a diocese de Worcester era um dos bispados mais abusados da Inglaterra. Poucos de seus bispos principais haviam vivido ali desde 1476, e depois de 1512 ‘a diocese havia tido três bispos italianos, que viviam folgados em Roma, mas nunca haviam colocado o pé na Inglaterra. Apesar disso, esses bispos recebiam salários gordos.’

“Em 18 de novembro de 1515, Wolsey foi consagrado cardeal numa cerimônia na Abadia de Westminster e só um mês mais tarde, em 24 de dezembro, ele foi empossado como Juiz Supremo — o cargo mais elevado da Inglaterra depois do cargo do rei. Diz-se que “o poder dele com o rei era tão grande que o embaixador veneziano disse que ele agora podia ser chamado de ‘Ipse rex’ (o próprio rei).” O Dr. Farris explica então a causa dessa corrupção:

A Bíblia era essencialmente desconhecida numa nação em que a Igreja Romana era tão dominante que os rendimentos anuais do papa na Inglaterra eram comparáveis aos rendimentos do rei. Até mesmo o clero era em grande parte analfabeto na Bíblia.

Em outras partes de seu excelente livro, Farris mostra que cristãos ingleses que tentavam traduzir a Bíblia para o inglês eram torturados e mortos na fogueira. Cristãos que tentavam pregar a Bíblia para o povo também sofriam o mesmo destino. A Igreja Católica mantinha o povo na ignorância pregando a Bíblia somente em latim, língua que o povo não entendia.

Farris explica como um padre foi condenado à fogueira por pregar a Bíblia ao povo:

No começo de 1529, um padre chamado Thomas Hitton foi preso por heresia depois de pregar em Kent. Ele foi interrogado — podemos presumir que sem misericórdia — e confessou ter contrabandeado do continente europeu para a Inglaterra um Novo Testamento em inglês. Ele foi condenado pelo arcebispo Warnham e pelo bispo Fisher. Por prática comum, a condenação eclesiástica foi efetuada pelas autoridades seculares para manter o fingimento de que a Igreja Católica não derramava sangue. Em 23 de fevereiro de 1529, Hitton foi queimado na estaca em Maidstone. Os que professavam amar e servir a Deus de modo cerimonioso executaram outro homem que professava ser cristão. Eles fizeram a execução com uma morte lenta, agonizante e brutalmente dolorosa — tudo com o objetivo expresso de enviar este ‘herético’ direto para as chamas do inferno.

Depois de Wolsey, Thomas More foi nomeado Supremo Juiz da Inglaterra em 1529. De acordo com Michael Farris, More se regozijou ao ver um homem condenado à fogueira pelo único “crime” de possuir um Novo Testamento de Tyndale. Segundo Farris, o sanguinário More disse:

E agora o espírito do erro e da mentira levou essa alma desgraçada consigo direto da chama temporária para a chama eterna.

Na sua obsessão de impedir o povo de ter acesso a Bíblia, More perseguia de modo especial quem tentasse traduzi-la para o inglês. Ele foi um grande perseguidor de William Tyndale, cuja tradução da Bíblia foi base para a famosa Versão do Rei James (King James Version), usada pelos povos de língua inglesa desde o século XVII. De acordo com Farris:

More queria que todos fossem ignorantes da Palavra escrita de Deus para que nunca duvidassem da Igreja Católica em questão alguma.

Para More, Tyndale era um “herético” digno da fogueira, pois ao traduzir o Novo Testamento ele havia “corrompido” algumas palavras da Bíblia. Entre as palavras, Michael Farris destaca a palavra “amor.” Farris comenta:

A discussão sobre a palavra grega ágape tinha implicações sérias para as práticas católicas. Traduzida ‘caridade,’ como More desejava, a palavra tem implicações financeiras claras. Se Tyndale está correto, e a palavra for traduzida como ‘amor,’ então 1 Coríntios 13 indica que o dever mais elevado do cristão é amar os outros em vez de dar ofertas de caridade para a Igreja Católica.

Farris então mostra como Tyndale se defendeu por não usar a palavra “caridade” no lugar de amor:

Em todos os seus escritos, ele demonstra como as cerimônias que a Igreja Romana argumenta foram reveladas por Deus para as autoridades católicas são compreendidas melhor como oportunidades para o clero fazer dinheiro. A venda de indulgências é, entre essas práticas, a mais conhecida. A Igreja Católica nega às pessoas a liberdade de conhecer a Palavra de Deus, sugere Tyndale, porque se elas pudessem lê-la por si mesmas elas parariam de pagar pelos serviços religiosos que são contrários ao ensino da Bíblia.

É evidente que o clero católico inglês mantinha o povo deliberadamente na ignorância para explorá-lo financeiramente. E a Bíblia diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Nenhum papa, cardeal ou bispo é imune a esse mal. Isso me faz recordar que a ganância da Igreja Católica, como explicou o neocon católico Cliff Kincaid, tem sido uma das grandes causas da invasão de “imigrantes” islâmicos no EUA. Segundo Kincaid, a Igreja Católica lucra diretamente milhões de dólares com essa invasão.

Sobre ignorância e corrupção, é interessante observar que a maioria dos atuais políticos petistas corruptos do Brasil tiveram um histórico com a Igreja Católica, especialmente nas comunidades eclesiais de base com sua Teologia da Libertação. Aliás, é opinião geral comum que a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT), o partido socialista que hoje governa o Brasil. A ignorância do católico brasileiro vai muito mais longe do que ter um apego excepcionalmente grande à Teologia da Libertação. É um apego também a falsificações históricas e religiosas. Enquanto Michael Farris diz que a execução dos “heréticos” na fogueira era uma morte lenta, agonizante e brutalmente dolorosa, o filósofo Olavo de Carvalho desmente tudo isso dizendo:

Até mesmo na imagem popular das fogueiras da Inquisição a falsidade domina. Todo mundo acredita que os condenados ‘morriam queimados,’ entre dores horríveis. As fogueiras eram altas, mais de cinco metros de altura, para que isso jamais acontecesse. Os condenados (menos de dez por ano em duas dúzias de países) morriam sufocados em poucos minutos, antes que as chamas os atingissem.

Em contraste com a versão romântica oferecida por Carvalho, Farris escreveu que em 9 de fevereiro de 1555, o bispo protestante John Hooper foi executado por “heresia.” Farris diz:

O fogo havia queimado suas pernas e ele só ficou com tocos do que sobrou. Ele permanecia orando em angústia. Um de seus braços acabou caindo de queimado. A tortura infernal durou 45 minutos antes que Hooper, retendo consciência o tempo inteiro, finalmente sucumbiu às chamas brutalmente lentas.

Farris também disse:

Perotine Gosset, junto com sua mãe e irmã, foi condenada por heresia no verão de 1556 em Guernsey, nas Ilhas do Canal. Perotine não havia revelado às autoridades que ela estava grávida. O calor das chamas fez com que ela desse à luz um filho vivo, que foi arrancado das chamas pelos espectadores. O xerife agarrou o bebê e o jogou de volta à massa em chamas de madeira e carne humana. A aparente razão dele era que o bebê havia estado na mãe quando ela foi condenada a morrer, e assim a sentença de morte também se aplicava a ele.

A execução de “heréticos,” por morte na fogueira, era realizada nas infames estacas. Farris registra em seu livro muitas de tais execuções na fogueira. A palavra “execução” aparece cerca de 100 vezes no livro de Farris. Ele diz que entre 1506 e 1519, a Igreja Católica na Inglaterra queimou na estaca 22 seguidores de John Wycliffe (1328-1384), que fez a primeira tradução da Bíblia para o inglês. Farris conta que em 1529, Thomas More torturou e executou John Tewkesbury na fogueira, por seguir a Bíblia. De acordo com Farris, More realizou muitas execuções semelhantes. Farris disse:

More defendeu suas muitas execuções descrevendo os ‘heréticos’ que foram ‘com justiça’ queimados na estaca.

Na opinião de Carvalho, quem mente sobre as execuções horrendas promovidas pela Igreja Católica 500 anos atrás não é ele, mas sim os americanos. Ironicamente, ele não vive mais no maior país católico do mundo (o Brasil). Ele vive no maior país protestante do mundo, bem no Cinturão Bíblico. Mesmo assim, ele diz:

Esclareço: O mito da Inquisição foi A MAIS VASTA E DURADOURA CAMPANHA DE CALÚNIA E DIFAMAÇÃO DE TODOS OS TEMPOS, DURA ATÉ HOJE, COM FINANCIAMENTO MILIONÁRIO, E PARECE QUE NÃO VAI ACABAR NUNCA. QUEM A INVENTOU NÃO FORAM ILUMINISTAS NEM COMUNISTAS. FORAM PROTESTANTES, QUE CONTINUAM A PROMOVÊ-LA ATÉ AGORA, TENDO COMO CENTRO IRRADIANTE AS IGREJAS DOS EUA. Isso é um fato histórico que nenhum historiador profissional hoje em dia desconhece, e não tem nada a ver com ‘debates teológicos.’

Num comentário de outubro de 2015, o Sr. Carvalho disse que os protestantes anti-Inquisição são piores do que a KGB. Com sua linguagem habitual de afirmar que ele é apoiado por “fatos históricos, abundantemente conhecidos…” (quando na realidade ele não apresenta nenhuma fonte confiável e mascara seus argumentos fracos com um pseudo-intelectualismo), ele disse:

É fato histórico hoje abundantemente conhecido que a ‘lenda negra’ da Inquisição foi de cabo a rabo uma invenção de protestantes, não de iluministas ou comunistas. E é fato que essa lenda foi e é ainda a mais vasta, maliciosa, mentirosa e pertinaz campanha de calúnia e difamação já registrada na História. Dura há quinhentos anos, estende-se por todo o mundo ocidental e não dá o menor sinal de querer parar. A KGB nunca realizou nada DESSE tamanho. Gostem ou não gostem, essa é a realidade.

Aparentemente, só por ser protestante americano Michael Farris estaria envolvido num suposto “mito” e “campanha de difamação” contra a Inquisição e suas execuções. Fico imaginando se Carvalho também incluiria o Rev. Franklin Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham, que disse sobre a Inquisição:

Muitas pessoas na história usaram o nome de Jesus Cristo para fazer coisas malignas para realizar seus próprios desejos. Mas Jesus ensinou paz, amor e perdão. Ele veio para dar Sua vida pelos pecados da humanidade, não para tirar a vida de ninguém.

Ignorância da Bíblia e do Evangelho é a maior causa dessas confusões, inclusive do papel inegável da Igreja Católica no Brasil promovendo um marxismo teológico que tem feito imenso sucesso no Brasil nos últimos 50 anos. Menos Bíblia significa mais ideologia, mais ganância e mais corrupção. Se a Igreja Católica no Brasil ensinasse seu povo a se dedicar à Palavra de Deus, haveria pouco ou nenhum espaço para a ideologia marxista, e o PT nunca teria sido fundado. E a CNBB seria uma pregadora do Evangelho, não uma pregadora de ideias socialistas. Não se pode, pois, atribuir toda a corrupção epidêmica no Brasil exclusivamente ao marxismo e aos petistas. Como bem mostrou Michael Farris, séculos antes de existir marxismo, a corrupção e a ganância do clero católico na Inglaterra eram coisa de invejar a qualquer petista moderno. Os petistas só não chegaram a queimar na fogueira os verdadeiros seguidores de Jesus. Não é coincidência também que todo o atual escândalo de corrupção petista está ocorrendo no maior país católico do mundo. Em muitos aspectos, isso lembra os escândalos expostos por Farris. Como disse Salomão em Eclesiastes há 3 mil anos, não há nada novo debaixo do sol.

Logo que a Inglaterra se desfez do domínio de um clero católico que a controlava com ganância e abraçou a Reforma protestante com sua prática de leitura da Bíblia, a nação prosperou intensamente, se tornando o Império Britânico. Mas a abertura da Inglaterra à Bíblia não foi total. Onde foi total, houve maior prosperidade, e os Estados Unidos, onde a Bíblia era o livro nacional principal, se tornou um império muito mais importante e poderoso do que o Império Britânico. Thomas More, o assassino que tinha uma câmara de tortura no porão de sua casa para arrancar confissões de suas vítimas “heréticas,” acabou sendo condenado e executado por intrigas políticas. A Igreja Católica o transformou em “santo” e “mártir.” Ele deixou este mundo com um rastro de protestantes torturados e mortos. O foco de sua vida era a religião católica, não obediência a Deus por meio da Bíblia. William Tyndale, considerado por Michael Farris um dos precursores da liberdade religiosa nos EUA, era ferozmente combatido por More e foi condenado à morte na fogueira como “herético.” Tyndale deixou este mundo sem nunca ter torturado e matado um único católico ou discordante religioso. O foco de sua vida era Jesus e Seu Evangelho. Esse é o próprio exemplo dos apóstolos de Jesus, que eram conhecidos por pregar o Evangelho com uma dedicação tão grande que eles estavam dispostos a morrer por ele, não a matar no nome dele. Ignorância da Bíblia leva inevitavelmente à corrupção generalizada e à Inquisição — censura total e mortífera contra os verdadeiros seguidores de Jesus Cristo. O acesso à leitura da Bíblia é fundamental para a libertação de um povo das trevas do ateísmo e da religião. Todos os primeiros presidentes dos Estados Unidos eram leitores assíduos da Bíblia. Alguns a liam nos originais grego e hebraico. Outros foram também presidentes de sociedades bíblicas, cuja missão era facilitar o acesso e leitura da Bíblia e a evangelização dos povos.

A decadência moral e espiritual da Inglaterra e EUA hoje se deve, coincidentemente, ao fato de que essas duas nações abandonaram, entre suas lideranças políticas e suas populações, a prática da leitura e obediência da Bíblia, cujo acesso foi adquirido para ingleses e americanos por Tyndale e outros com preço de sangue e martírio. Versão em inglês deste artigo: Bible Ignorance, Clergy Corruption and the Inquisition in England before the Reformation Fonte: www.juliosevero.com

16/01/2016

A Construção do Governo Mundial

Por Israel C. S. Rocha.

E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.(Apocalipse 13:4 e 8)

A construção do império do Anticristo nos campos econômico, militar, político e religioso, remonta à Babilônia e à Torre de Babel ninrodiana. À confraria de construtores babilônicos, que hoje chamamos Maçonaria, e à sua legião de asseclas, deve-se o reconhecimento pelo eficiente trabalho na construção desta Nova Ordem Mundial, pautada na:

  1. Consolidação do Governo Mundial
  2. Entronização de um Líder Espiritual, Político e Militar Mundial
  3. Redução Populacional: aborto, guerras, fomes, doenças, eutanásia, esterilização química...
  4. Destruição dos valores judaico-cristãos: família, moral, casamento, santidade, temor à Deus...
  5. Consolidação de uma Religião Universal
  6. Tecnocracia e Transhumanismo

Neste vídeo do portal InfoWars, Alex Jones expõe alguns dos planos da elite global e as forças por trás do construtores da Nova Ordem, os quais, tal como profetizado em Apocalipse 17, possuem o mesmo intento:

E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta. Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta. (Apocalipse 17:12,13)