17/01/2017

Cristofobia: mais de 900 MIL cristãos mortos por sua fé na última década

Por Jarbas Aragão. Portal Gospel Prime.

Levantamento de Instituto norte-americano mostra números alarmantes: mais de 900 mil cristãos foram martirizados nos últimos 10 anos, afirmou o Instituto de pesquisa do Seminário Teológico Gordon-Conwell, em Massachusetts, Estados Unidos. O Centro para o Estudo do Cristianismo Global divulgou recentemente seu relatório anual sobre a perseguição aos cristãos, onde constata que cerca de 90 mil cristãos morreram pela fé no último ano. Os números são iguais aos que já haviam revelado o proeminente sociólogo italiano Massimo Introvigne durante uma entrevista à Rádio Vaticano em dezembro.

Um cristão é morto
a cada seis minutos.

A média, um cristão morto a cada seis minutos, recebeu muita atenção da mídia em meio a uma verdadeira batalha midiática para minimizar a atuação de grupos terrorista como o Estado Islâmico. Os últimos atentados, embora reivindicados pelo grupo, sempre eram atribuídos a um “lobo solitário”.

Na divulgação oficial do Centro para o Estudo do Cristianismo Global, destaca-se a estimativa que a média de 90.000 mártires cristãos por ano foi uma constante entre 2005 e 2015.

Na última semana, várias organizações de notícias informaram sobre a perseguição de cristãos em todo o mundo e citaram nossa estimativa de 90 mil mártires cristãos em 2016 - afirmou a organização ao The Christian Post.

Ainda segundo o Instituto, apenas 30% desses foram mortos diretamente por ataques terroristas. Os demais 70% pereceram em conflitos tribais que envolviam questões étnicas e políticas. Esse é o motivo pelo qual organizações como a Missão Portas Abertas divulgam números bem menos alarmantes e a Organização das Nações Unidas se recusa a reconhecer que há um genocídio em andamento.

Os pesquisadores do Gordon-Conwell explicam que usaram o termo mártir para se referir a cristãos que morreram por causa de seu testemunho ou que foram vítimas "como resultado da hostilidade dirigida" a questões religiosas. Acrescentam que essa definição de “hostilidade” refere-se a "uma variedade de formas, incluindo guerras, conflitos, assassinatos aleatórios e genocídios, e inclui atos de indivíduos ou de grupos (como governos)".

Crescimento das mortes em 2017

A perseguição aos cristãos continuará crescendo em 2017, particularmente em países islâmicos onde geralmente ocorre tanto por parte do governo quanto de grupos extremistas. É o que apontam os novos relatórios do Release International e Portas Abertas, organizações que apoiam os cristãos perseguidos no mundo.

Publicados nas últimas semanas, esses levantamentos, apesar de usar metodologias diferentes do Centro para o Estudo do Cristianismo Global, mostram uma tendência de crescimento nas mortes motivadas por religião nos últimos anos. Todos concordam que os cristãos são o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo.

Os países que mais restringem o cristianismo são:

  • Coréia do Norte
  • Somália
  • Afeganistão
  • Paquistão
  • Sudão
  • Síria
  • Iraque
  • Irã
  • Iêmen
  • Eritreia
  • Líbia
  • Nigéria
  • Maldivas
  • Arábia Saudita
  • Índia
  • Uzbequistão
  • Vietnã
  • Quênia
  • Turcomenistão
  • Catar e Egito

13/01/2017

O Anticristo Revelado

O WLC (do inglês World Last Chance) apresenta neste vídeo uma teoria sólida e possivelmente alinhadas às Escrituras sobre a identidade do Anticristo que já está entre nós há algum tempo. Cabe a cada um analisar e reter o que convém à luz das profecias bíblicas pois, tal como ensinou Yehoshua Hamashiach:

(...) nada há de oculto que não venha a ser revelado, e nada em segredo que não seja trazido à luz do dia. (Marcos 4:22)

Que o Espírito nos ensine a discernir a verdade da desinformação.

Assista ao vídeo:

12/01/2017

Pastor Reuel Bernadino é desmascarado pelo Senhor (notícia falsa)

Em um vídeo editado e com grande divulgação recente pelo portal Fuxico Gospel, o Pastor Reuel Bernadino, presidente do Gideôes Missionários da Última Hora (GMUH), filho do saudoso pastor Cesino Bernadino, parecia conclamar a plateia para que 1.000 homens e mulheres doassem R$ 1.000,00 e contar "causos" de pessoas que foram tocadas e incomodadas por Deus quando aparentemente o Senhor toma um obreiro e diz:


- Homem.
- Até quando vais continuar mentindo?
- Homem. Até quando tu enganarás?
- A tua capa vai cair!
- Chega de engano e mentira.

O GMUH endereçou uma nota de esclarecimento expondo a manipulação da edição e disponibilizou o vídeo completo do culto. Nele, vemos a partir de 2h04, que a repreensão não parece ser mesmo endereçada ao pastor Bernardino.

09/01/2017

A Vara da Repreensão e Sabedoria

Por Israel C. S. Rocha

Quando era pequeno, apanhei de vara de minha avó materna, não lembro o que fiz, mas sei que a desrespeitei. Foi a única que vez que apanhei de minha avó e também a única que a desrespeitei. Foram 3 lanhadas na perna que queimaram como fogo mas que não deixaram qualquer marca ou sequela, a não ser a lição de respeitar os mais velhos. E como eu amava minha avó Nilda.

Minha mãe tinha uma sistemática muito clara e objetiva: ela alertava 3 vezes. Na quarta reincidência a chinelada vinha e não adiantava fugir que as sandálias havaianas me alcançavam. E como amo minha mãe.

Um de meus tios furtou uma casa certa vez com uns "amigos". Quando meu avô soube, ele o levou em sua rural até uma área deserta, amarrou meu tio e o corrigiu no chicote. Meu tio reconhece que aquilo o tornou um homem trabalhador e de bem, livrando-o das garras mortais do banditismo.

As Escrituras nos ensinam claramente:

A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe. (Provérbios 29:15)

Quem ama educa, quem ama corrige. Não agride, não humilha, não desmoraliza! Educa e corrige na insistência de continuar na desobediência. Minha mãe advertia 3 vezes e eu sempre testava o sistema e repetia a quarta vez. Quando apanhava aprendia e não fazia mais. O "sistema" funcionava muito bem.

Quem se nega a disciplinar e repreender seu filho não o ama; quem o ama de fato não hesita em corrigi-lo. (Provérbios 13:24)

Hoje diz-se que não se pode mais corrigir, que tudo é agressão. Agressão (moral) é criar filhos mimados, sem limites e despreparados para a dura realidade da vida. Filhos que agridem verbal e fisicamente seus pais quando adultos. Filhos que matam quando tenta-se impor limites quando é tarde mais. Filhos sem vergonha na cara, sem respeito ao próximo, sem noção de ordem e disciplina que se enfileiram nas marchas de rebeldia contra o sistema dito opressor.

Até quando fingiremos ignorar que os valores cristãos são os que mantém nossa sociedade falida ainda de pé?! E que quanto mais buscamos destrui-los mais caótico o mundo se torna! Ordem, organização e disciplina são fundamentais para o funcionamento harmonioso de tudo. Sem isto a vida é um caos, um carro desgovernado rumo ao abismo.

Sem ordem e regras não há como estudar, trabalhar, empreender, prosperar. Não há como ser feliz. E pela falta dessa ordem e disciplina em casa, associada a uma escolarização esquerdista, os jovens estão sendo destruídos profissionalmente, moralmente e emocionalmente. Em geral, não estudam, não se esforçam, acham que o mundo conspirará a favor, que a sociedade ou melhor a burguesia opressora lhes devem, o governo lhes devem, mas eles, eles não devem nem precisam fazer nada.

Ficam na aula de "corpo presente", conversando, namorando ou no Facebook e afins. Vão à igreja para "pegar mulher". São jovens que não conhecem a Bíblia, que vão de modinha a modinha, de ideologia a ideologia, de guru a guru, de cantor a cantor, crescendo espiritualmente imaturos e doentes, se é que crescem.

O jovem Samuel

Faltam jovens como José, vendido pelos irmãos como escravo no Egito mas não apostatou da fé. Faltam jovens como Estêvão, covardemente morto por apedrejamento, mas contemplando a Glória de Deus. Estêvão não negou sua fé nem quando provado pela morte. Faltam jovens como Davi, capazes de enfrentar leões e gigantes. Faltam jovens como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que não se curvaram à idolatria mesmo sob ameaça da fornalha ardente. Faltam jovens como Samuel.

O jovem Samuel, também não conhecia a Deus, quando foi entregue por sua mãe Ana ao sacerdote Eli. Ele conhecia apenas de ouvir falar, como a massiva maioria dos jovens dos movimentos religiosos. São jovens que conhecem um "Jesus Gospel", um Jesus "comercial" deveras distoante do Jesus bíblico e fruto de décadas de pseudo-evangelismo arminiano moderno.

Porém Samuel ainda não conhecia o SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do SENHOR. (1 Samuel 3:7)

Samuel foi chamado pelo nome por Deus e orientado pelo sacerdote Eli, respondeu:

Fala SENHOR, porque o teu servo ouve. (1 Samuel 3:10b)

Então disse o SENHOR a Samuel:

Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos. Naquele mesmo dia suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado contra a sua casa, começarei e acabarei. Porque eu já lhe fiz saber que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque, fazendo-se os seus filhos execráveis, não os repreendeu. (1 Samuel 3:11b-13 grifo deste autor)

Os filhos de Eli roubavam as ofertas sacrificais de Israel e Eli foi punido por não os repreender. Isto mostra como é séria a responsabilidade de um pai para com seus filhos. Filhos são confiados por Deus a seus pais para que sejam ensinados no caminho em que devam andar e toda negligência será cobrada dos pais.

Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele. (Provérbios 22:6)

Os filhos de Eli foram mortos pelos filisteus que tomaram para si a Arca de Deus. Quando Eli soube disto, caiu de sua cadeira e quebrou o pescoço (1 Samuel 4). Porém Samuel crescia e Deus era com ele.

Por fim, o apóstolo Paulo, em sua carta aos irmãos de Colossos, admoesta:

Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor. Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas. Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor. Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo. (Colossenses 3:18-21)

Que voltemos às raízes cristãs, não às pseudo-cristãs, como a Inquisição ou as teologias da prosperidade, unções "extravagantes", mas sim ao Evangelho de Jesus de amor e respeito aos pais, filhos e ao próximo, de ordem e decência. Voltemos a amar, a educar, a corrigir nossos filhos sem ira, impondo-lhes limites e ensinando a vencer os gigantes e leões dessa vida. Só assim teremos a sociedade profícua, próspera e feliz que desejamos para nossos filhos. Que o Espírito nos dê discernimento e que a graça de Deus-Pai abunde em nossos corações em o nome de Jesus.

01/01/2017

O Engano da Salvação Pelas Obras

Por T. A. McMahon. Portal A Chamada.

Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão (Gálatas 2.21).

Quando comparamos o Cristianismo Bíblico com as religiões do mundo, utilizando as Escrituras para nos guiar, vemos que a lacuna entre eles é intransponível. Na verdade, somos forçados a concluir que realmente há apenas duas religiões no mundo: o Cristianismo Bíblico de um lado, e todas as outras religiões, de outro.

Essas duas “religiões” são diferenciadas principalmente por aquilo que ensinam a respeito da salvação – como uma pessoa pode chegar ao Céu, ao Paraíso, ao Valhalla, ao Nirvana ou à morada de Deus, ou seja lá o que as pessoas creem sobre a vida após a morte. Cada uma pode ser classificada em uma destas categorias:

  • o que o ser humano tem de realizar ou
  • o que Deus consumou (através de Jesus).

Em palavras mais simples: a religião do “Fazer” ou a do “Feito”. Estou me referindo ao fato de que:

  • há coisas que devemos fazer (realizações humanas) ou
  • não há nada que possamos fazer porque tudo já foi feito (consumação divina) para ganharmos a entrada no céu.

Apenas o Cristianismo bíblico está na categoria de consumação divina. Todas as outras religiões do mundo devem ser classificadas sob o rótulo de realizações humanas. Consideremos primeiro algumas das religiões mais importantes, como o hinduísmo, o budismo, o islamismo, o judaísmo e determinadas denominações ou seitas que professam ser cristãs.

O hinduísmo tem cerca de 330 milhões de deuses que precisam ser apaziguados por meio de algum tipo de ritual. Dois anos atrás, fiz uma visita a um enorme templo hindu nas vizinhanças de Chicago. O estacionamento estava repleto de carros luxuosos. O revestimento era de pedras importadas da Itália. Não foram poupados recursos financeiros na construção. Do lado de dentro, médicos, advogados e engenheiros, dentre outros (de acordo com meu guia turístico), estavam servindo refeições aos ídolos: a Hanuman, o deus-macaco, e a Ganesha, o deus-elefante.

O hinduísmo é um sistema de obras – coisas que a pessoa precisa fazer para atingir o moksha, que é o paraíso hindu. Ele envolve a prática de yoga, cuja finalidade, contrariamente ao que muitos ouviram falar, jamais foi melhorar a saúde de alguém. Em vez disso, é um meio de morrer para seu próprio corpo na esperança de se livrar do âmbito físico. Isso supostamente une a pessoa a Brahman, a suprema deidade do hinduísmo. A reencarnação, um sistema que supostamente capacita a pessoa a construir seu caminho para o céu através de muitos nascimentos, mortes e renascimentos, é outro dos ensinamentos dessa religião.

O budismo também se baseia primeiramente em obras. Buda cria que a chave para se alcançar o Nirvana, que é alegadamente o estado de perfeição e de felicidade, é através de um entendimento das Quatro Nobres Verdades, e através da prática do Nobre Caminho Óctuplo.

Em essência, as Quatro Nobres Verdades declaram que nós suportamos o sofrimento por causa de nossos desejos ou de nossos anelos. Essas “Verdades” afirmam que o sofrimento cessará quando pararmos de tentar satisfazer aqueles desejos. De acordo com o budismo, podemos atingir isso seguindo o Nobre Caminho Óctuplo, o qual possui os elementos da “visão correta, intenção correta, fala correta, ação correta, sustento correto, esforço correto, cuidado correto, e concentração correta”. Tudo isso é feito por meio dos esforços humanos, isto é, “por se fazerem as coisas corretas” a fim de se atingir o Nirvana.

No islamismo, o paraíso é obtido quando Alá pesa as obras boas e os feitos maus em uma balança no Dia do Julgamento. O Alcorão declara:

Pois as coisas que são boas removem as que são más. (Sura 11:114)

É um processo quantitativo. As boas obras devem ultrapassar ou obscurecer os feitos maus. Também se lê no Alcorão:

A balança daquele dia será verdadeira: Aqueles cuja balança [de boas obras] tiver bastante peso prosperarão: Aqueles cuja balança for leve terão suas almas na perdição. (Sura 7:8,9)

Eis aqui um exemplo interessante daquilo que um muçulmano enfrenta para chegar ao paraíso: no dia 3 de abril de 1991, a revista egípcia Akher Saa registrou um debate acalorado entre quatro mulheres jornalistas e o sheik Dr. Abdu-Almonim Al-Nimr, que ocupa uma posição elevada na Universidade Islâmica Al-Azhar (no Cairo, Egito, a mais prestigiosa instituição islâmica sunita). Uma das jornalistas perguntou-lhe: “No islamismo, as mulheres são obrigadas a usar o jihab [um véu ou uma cobertura para a cabeça]? Se eu não usar o jihab, irei para o inferno a despeito de minhas outras boas obras? Estou falando sobre a mulher decente que não usa o jihab”.

O Dr. Al-Nimr respondeu: “As ordenanças no islamismo são muitas, minha filha, e Alá nos faz prestar contas por cada uma delas. Isso significa que, se você agir de acordo com aquela ordenança, ganha um ponto. Se você negligenciar uma ordenança, perde um ponto. Se você orar, ganha um ponto; se você não jejuar, perde um ponto; e assim por diante”. E ele continuou: “Eu não inventei uma nova teoria. (...) Para cada homem há um livro no qual todas as suas boas obras e os seus feitos maus são registrados, até mesmo como tratamos nossos filhos”.

A jornalista disse: “Isso significa que, se eu não usar o jihab, não irei para o fogo do inferno sem que se leve em consideração o restante de minhas boas obras”. O Dr Al-Nimr replicou: “Minha filha, ninguém sabe quem irá para o fogo do inferno. (...) Eu posso ser o primeiro a ir para lá. O califa Abu-Bakr Al-Sadik disse: “Não tenho a menor confiança nos esquemas de Alá, mesmo que um de meus pés esteja dentro do paraíso, quem poderá determinar qual obra é aceitável e qual não é?”. Você faz tudo o que pode, e a prestação de contas é com Alá. Peça a ele que a aceite”.

No judaísmo, o céu é alcançado por aquele que guarda a Lei e seus cerimoniais. Obviamente, isso não é consistente com o que o Tanakh [Antigo Testamento] ensina, mas essa tem sido a prática do judaísmo por milênios. Como disse Jesus: “E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15.9).

Boa Semente

Suas palavras também se aplicam a uma série de denominações e cultos “cristãos” que enfatizam as obras como sendo necessárias para a salvação. Os Testemunhas de Jeová, os Mórmons, os Adventistas do Sétimo Dia, os adeptos da Igreja de Cristo, os Católicos Romanos, os membros das igrejas Ortodoxas Oriental e Russa, muitos Luteranos, e inúmeros outros. Todos incluem algo que precisa ser realizado ou que é necessário para a salvação, seja o batismo, os sacramentos, ou a filiação a uma determinada organização e a observância de seus requisitos.

Aqui está um exemplo extraído dos primeiros 30 anos de minha própria vida como católico romano. Eu vivia por um sistema religioso de leis, muitas das quais os católicos são obrigados a guardar. O começo é o batismo. Se uma pessoa não é batizada, a Igreja diz que ela não pode entrar no céu. A Igreja também diz que, embora o batismo seja exigido, ele não é nenhuma garantia. Existem muitas outras regras que um católico tem que observar.

Tenho um livro em meu escritório chamado Código da Lei Canônica. Ele contém 1.752 leis, muitas das quais afetam o destino eterno de uma pessoa. Os pecados reconhecidos pela Igreja Católica Romana são classificados como mortais ou veniais. Um pecado mortal é aquele que amaldiçoa uma pessoa, condenando-a ao inferno, se essa pessoa morrer sem tê-lo confessado e sem ter sido absolvida dele por um sacerdote. Um pecado venial não precisa ser confessado a um sacerdote, mas, confessado ou não, todo pecado acrescenta tempo de punição à pessoa. O pecado venial deve ser expiado aqui na terra através do sofrimento e das boas obras ou então ser purgado nas chamas do purgatório após a morte da pessoa.

Há obrigações que um católico deve satisfazer com respeito tanto às crenças quanto às obras. Por exemplo, a pessoa precisa crer que Maria foi concebida sem pecado (um evento chamado de Imaculada Conceição). Se um católico não crer nisso, ele comete um pecado mortal, que carrega a penalidade da perdição eterna. O dia da Imaculada Conceição é dia santo de guarda, dia em que todos os católicos devem assistir à missa. A pessoa que não fizer assim pode estar cometendo um pecado mortal.

Todos os sistemas de crenças que mencionei, e também muitos outros, consistem em fazer ou não fazer determinadas coisas para alcançar o “céu”. Todos são baseados nas realizações humanas. Mas, e o Cristianismo Bíblico? É diferente? Como?

Efésios 2.8-9 deixa claro:

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.

Isso é bem direto. Nossa salvação não tem nada a ver com nossas realizações.

O versículo 8 nos diz que é pela graça que somos salvos. A graça é um favor imerecido. Se qualquer mérito estiver envolvido, não pode ser graça. A graça é um presente de Deus. Portanto, se for pela graça, não pode ser pelas obras. Isso parece bastante óbvio. Alguém trabalha duramente por um mês e seu patrão chega até ele, com seu cheque de pagamento na mão, e diz: “Muito bem, José, aqui está o seu presente!” Não! José trabalhou por aquilo que está sendo pago. Não há nenhum presente envolvido.

No que se refere a um trabalhador, Romanos 4.4 nos diz que seu salário é o pagamento por aquilo que seu empregador lhe deve, e que seu cheque de pagamento não tem nada a ver com a graça nem com um presente. Um trabalhador que fez um bom trabalho pode se gabar ou sentir orgulho por aquilo que realizou. Todavia, tudo isso é contrário à graça ou a um presente. A graça não dá lugar para nenhuma sensação de mérito próprio, e um presente liquida qualquer sensação de algo que foi merecido ou que foi entregue em pagamento por serviço prestado.

O ensinamento de Paulo aos efésios é reafirmado na Epístola a Tito:

Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna (Tito 3.4).

Podemos perceber que isso é consistente com Efésios 2.8-9. Não é por meio de nossas obras que somos salvos – não é por meio de obras de justiça que fizemos – somos salvos por meio da misericórdia d'Ele.

Você pode muito bem imaginar que, como católico romano, condicionado por uma vida de regras e rituais da Igreja, tive grande dificuldade para crer que a fé era a única base por meio da qual eu poderia entrar no céu. Isso não fazia sentido para mim.

Bem, não apenas faz sentido, mas é a única maneira por meio da qual uma pessoa pode ser salva. Isso é algo miraculosamente sensato!

Primeiro, o que impede uma pessoa de ir para o céu ou de desfrutar da vida eterna com Deus? Sabemos que a resposta é “o pecado”. Segue abaixo uma pequena amostra de versículos que se aplicam:

Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus. (Romanos 3.23)

Porque o salário do pecado é a morte. (Romanos 6.23)

Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus. (Isaías 59.2) A alma que pecar, essa morrerá. (Ezequiel 18.20)

E o pecado, uma vez consumado, gera a morte. (Tiago 1.15)

Em Gênesis 2, Deus explica a Adão as consequências da desobediência a Ele. Adão foi admoestado a não comer de um determinado fruto no Jardim do Éden. Esse foi um mandamento relacionado com a obediência e o amor – e não que Deus estivesse retendo algo de Adão, como sugeriu a Serpente. Lembramos que Jesus disse:

Se alguém me ama, guardará a minha palavra. (João 14.23)

Ou seja, guardará os Seus ensinamentos. Nosso amor por Deus é demonstrado por nossa obediência.

Qual foi a penalidade estabelecida por Deus para a desobediência? Gênesis 2.17 diz:

Porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Adão e Eva amaram a si mesmos mais do que a Deus porque não “guardaram a palavra dEle”. Eles Lhe desobedeceram e a consequência foi a morte. “Porque, no dia em que comessem do fruto, certamente morreriam”. Nas Escrituras, a morte sempre envolve a separação, e, no julgamento de Deus sobre eles, duas aplicações são encontradas:

  • a morte física (a degeneração do corpo, levando finalmente à sua separação da alma e do espírito), e
  • a separação eterna de Deus.

Adão e Eva não morreram instantaneamente, mas o processo de morte começou naquele momento para eles e para toda a criação. Entretanto, seu relacionamento espiritual com Deus mudou imediatamente e para sempre. O julgamento de Deus pelo pecado é eterno: separação de Deus para sempre. É uma penalidade infinita. E Deus, que é perfeito em todos os Seus atributos, inclusive em justiça, tinha que efetuar a punição. Deus não podia permitir que eles saíssem em segredo e simplesmente tivessem uma nova oportunidade. Isso teria significado que Ele não era perfeitamente fiel à Sua Palavra. A penalidade tinha que ser paga.

Então, o que Adão e Eva poderiam fazer? Nada, exceto morrer física e espiritualmente, que é ficar separado de Deus para sempre. E, o que o restante da humanidade pode fazer, visto que todos pecaram? Nada. Bem, alguém pode perguntar: E o que acontece se nós fizermos todo tipo de boas obras que possam suplantar nossos pecados, ou se formos sempre à igreja, ou se formos batizados, fizermos obras religiosas, recebermos os sacramentos e assim por diante? Nenhuma dessas coisas pode nos ajudar. Por quê? Porque elas não pagam a penalidade. Então, o que podemos fazer? Não há nada que possamos fazer, exceto pagarmos nós mesmos a penalidade, sendo separados de Deus para sempre.

Nossa situação seria absolutamente sem esperanças; entretanto, Deus possui alguns outros atributos além de ser perfeitamente justo. Ele também é perfeito em amor e em misericórdia! “Porque Deus amou o mundo de tal maneira” que enviou Seu Filho unigênito para pagar a penalidade em nosso lugar (João 3.16).

E isso é exatamente o que Jesus fez na Cruz. É incompreensível para nós que, durante aquelas três horas de trevas – quando bradou:

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27.46)

Ele tomou sobre Si os pecados do mundo e sofreu a ira de Seu Pai em nosso lugar. Na Cruz, Ele “[provou] a morte por todo homem” (Hebreus 2.9), ou seja, Ele experimentou e pagou a penalidade infinita pelos pecados de todos nós.

Quando aquele feito divino terminou, Jesus clamou, “Está consumado!” (João 19.30),significando que a penalidade havia sido paga totalmente. Foi uma realização divina porque era algo que apenas Deus poderia fazer! Deus tornou-Se homem e morreu fisicamente porque a morte física fazia parte da penalidade. Todavia, como Deus-Homem, Ele pôde experimentar completamente a penalidade que cada pecador experimentaria, a saber, ser espiritualmente separado de Deus para sempre.

A justiça de Deus exige pagamento. Ou pagamos a penalidade nós mesmos, ou nos voltamos para Jesus pela fé e recebemos os benefícios de Sua expiação sacrificial. O que lemos em Romanos 6.23:

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

A Bíblia não poderia ser mais clara em afirmar que a salvação é exclusivamente “o dom gratuito de Deus”, e que apenas podemos apropriar-nos desse presente por meio da fé.

Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. (Tiago 2.10)

Qualquer tentativa de merecer a salvação por meio de nossas obras não é apenas fútil – é impossível! “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tiago 2.10). E, ainda pior, tentar merecer a salvação é uma negação da infinita penalidade imposta por Deus, uma rejeição do “dom inefável” de Deus, e um repúdio ao que Cristo realizou por nós.

Isso é algo em que a maioria dos evangélicos costumava crer. Já não é mais o caso, uma vez que a apostasia ganha espaço nos Últimos Dias. Recentemente, um levantamento de um instituto de pesquisas (feito com mais de 40 mil americanos) verificou que 57% daqueles que diziam ser evangélicos não criam que Jesus é o único caminho para o céu. Como Jesus é o único que proporciona a consumação divina, tudo o que resta é o engano fútil das realizações humanas para se alcançar a salvação.